Reflexão
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domingo, 26 de setembro de 2010
Considerações Finais?!
Destravo o meu coração com essas palavras. Aqui e agora eu abro a tudo e a todos o que sinto, o que quero sentir e o que não quero sentir, talvez por medo. Os últimos meses. Adoraria falar que foram perfeitos, mas não foram. Talvez o período mais curto em que aprendi mais coisas, talvez o período mais longo da minha curta vida. Eu não sei. Meu peito aberto de saudades te renega a cada instante, quando te vejo ou quando te dirijo a palavra, eu não posso sentir isso de novo, mesmo você sendo a luz que ilumina meus dias. Como o ar que respiro, o teu sentimento para mim havia se tornado indispensável, em outras palavras, eu não conseguia mais viver sem você. Acho que me enganei, pois aqui estou, viva e lúcida, mas a mesma de sempre.
- Se um dia quiseres, eu roubo a Lua e deixo na tua porta...
Você nunca acreditou nas minhas promessas. Também pudera, eu fiz por merecer, assim como mereci as 'mentiras'? Como mereci as palavras não ditas? Me fala, me diz... Talvez eu morra amanha, aí não vais mais poder dizer que 'é tão bom assim!'. Eu ainda não entendi o que você quis dizer. Posso fazer a minha interpretação? Penso que a frase dita anteriormente seja uma referencia ao nosso estado atual... Vegetando, porém vivos! Você gosta de estar vegetando?? Eu sou adepta da eutanásia nesses casos de amor, amor semi-vivo, amor zumbi mesmo... Tá, tá, eu sei que sou meio radical ás vezes, que te ensino as coisas meio sem paciência, que sou exagerada, e que as vezes te irrito quando deixo a janela aberta... Você sabe que me irrita também, mas eu deixo de lado, eu luto, diferente de você que nem lembra... Esse nosso amor, dá pra entender??!! Eu sinto saudades de você! Tanto que voltei a escrever, já que falta a coragem na hora de dizer... Mesmo assim não dá pra perceber?? Não dá pra perceber que é por você que meu coração fica acelerado, que é por você o suspiro exagerado, que é por você o sonho mais bonito?? É, dá pra perceber que não consegues perceber... E eu nem tento mais fazer com que vocÊ perceba...
-Eu estarei aqui, sempre...
Enfim... (nossas conversas começam assim 'com um fim') eu estou seguindo em frente, com meu maço de cigarros que nunca usarei, com meu vinho barato que comprei pro meu aniversario e com a minha vodka, essa eu vou beber...
De certezas eu só tenho uma, enquanto ainda houver vida a morte ainda existe...
Talvez eu morra amanha e talvez amanha você descubra tudo...
Filosofia da madrugada
e eu vou, meio que sem rumo, com a visão embaçada e com o coração fechado
nem familia, nem amigos...
ela é só, sozinha...
sem ninguem para lhe dar guarita, ela se foi em meio ao nada, quis experimentar a vida, iludiu-se...
errou, e quem não o fez?
zombou, e que não o fará?
chorou, e quem negará?
Ela é LorHena, a doce ex donzela dos poemas...
deixou sua inocencia e perseverança lá atrás, seus pais não a querem, pois tem o coração fechado, e quem sabe quando ela vai abrir de novo?
Se não amas a quem te deu a vida, a quem irás amar além dela?
questões intrigantes, que não a deixarão dormir...
mas ela vai dormir , dormir só...
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Você é a última coisa que me faz subir
Crises, crises... como diria um certo professor meu de filosofia, CRISES!
Sem elas o que seria de mim? Acho que eu seria pouca coisa ou muito diferente do que hoje sou. As crises me ajudaram a evoluir.
Hum... eu vou escrever, o blog é meu e eu posto o que eu quiser (meio arrogante isso), sobre o que hoje matutou na minha cachola...
Escutando uma música me lembrei do efeito montanha russa: subidas e descidas, emoção! É isso que está faltando, emoção, adrenalina, aceleração nos batimentos. Mas aonde falta? Em mim? Neles? Naqueles? Nos posteriores a eles e elas?
A madrugada toda pensando nisso... Pensando... Cochilando... Pensando...
Eu realmente preciso de uma BOA DOSE DE BEBIDA pra parar de PENSAR e começar AGIR!
Mas quem quer dizer tchau?
No fim de semana as pessoas foram em busca de diversão, fugir da solidão e eu, dessa vez, não fui. Primeiro por pura burrice e segundo para evitar conflitos internos na instituição que chamo de familia, às vezes penso em me destituir do cargo de filha, as coisas andam complicadas...
Mas, diferente de outros tempos, eu tento levar isso numa boa, parar e pensar antes de tomar qualquer decisão precipitada, acho que isso me deixa mais calma, pelo menos externo tal estado...
Além do mais eu não tenho tempo para pensar nisso, tempo é um luxo para mim, e não ter tempo me faz sentir arrependimento por não ter tempo... O pior de tudo é não poder e nem querer dizer tchau a quem se ama... Em todos os sentidos.
E o fim de semana não foi totalmente perdido, me senti inspirada, por meus amigos, por mim mesma, sinto-me diferente, um pouco mais desconfiada, mas acredito que é uma boa diferença, faço menos besteiras, tento ouvir mais o que os outros tem a dizer, escuto mais o meu coração. Esse daí nunca cala a boca... Que bom!
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
E quando chove...
As gotas que caem do céu lavam a minh'alma completamente, escondem minhas lágrimas e tristezas, eu gosto da chuva, ela me fortalece...
Diferente do Sol, que me aquece excessivamente, a chuva me dá o afago que preciso, que tanto suplico...
O retorno à vida... Procuro estrategias para não te encontrar, pois eu sei que vou vacilar no momento em que escutar a sua voz e ver seus olhos...
E quando chove nessa cidade eu me lembro de você... Sempre!
domingo, 5 de setembro de 2010
És FiniTo!
Talvez esse trecho expresse os meus últimos movimentos em relação ao meu amorzinho…
O distanciamento. Eu nunca fui a mais esperta da história, de qualquer história que tenha vivido, mas sempre busquei o melhor de nós, mesmo que na maioria do tempo eu não demonstre. Eu sou assim: amo calada, mas amo com todas as minhas forças e se me pedir (mesmo no silêncio)para te deixar, eu o farei! Mas o que sempre me corrói é o distanciamento, talvez a pior parte de tudo. Ficar longe é martirizante, sufocante. Não escutar, nem com a ajuda do vento mais leve, um decibel da sua voz, é torturante, agonizante.
O entendimento. Compreensão, sempre ofereço isso, acho que é medo de perder ou simplesmente a vontade de entender os motivos para que tudo aconteça. O entendimento para mim é bom, mesmo que eu, às vezes, não possua a maior de todas as paciências para entender tudo o que acontece ao meu redor, eu sempre me apoio na idéia de ter que entender, mesmo que não o façam por mim.
A evolução. Me acompanha sempre. Seja evolução mental, sentimental, espiritual, é necessário para possuir o entendimento.
Não sei mais o que escrever. Quis tentar escrever alguma coisa sobre dor, solidão, angustia, amores, não consigo mais. As idéias acima predominam minha mente, eu poderia continuar a escrever sobre isso por horas e horas…
Mas não é isso que preciso te falar… Eu preciso te falar… Eu preciso te falar de novo…
Deixa pra lá…
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
É a vista que meus olhos querem ter...
Naquela noite a lua sorria e seus lábios me cobriam de beijos ardentes, teu corpo era quente e me aquecia, me enlouquecia...
Provei do teu sabor, sem medo dos outros ou do tempo, só eu e você, sem pudor de algo ou alguém, só eu e você...
Pude contemplar você mais de perto, mais profundamente, pude ouvir teus sussurros de felicidade, de prazer, mesmo que tímidos eram estonteantes, e isso me fez querer mais e mais, adentrei em um universo desconhecido e me deparei com incríveis descobertas; a mais delirante: você!
Encontrei teus olhos, mesmo enxergando com dificuldade; ouvistes minhas súplicas por ti, mesmo que não fossem pronunciadas; encharquei-me com teu mel, aspirei teu olor e te amei sem dor; contornei teu corpo minimamente com meus lábios experimentando a maciez da tua pele delicada, viajando na órbita do teu umbigo; mesmo estando à meia luz eu te reconheci, o teu corpo possui um desenho inconfundível, inesquecível para mim, há tanto que não te via, que não tinha como meu abrigo o teu peito, o teu cheiro como meu ar...
Naquela noite eu fui bem mais que as palavras que eu sempre te dedico, eu fui teu segredo mais profundo, fui tua carne, teu ouvido, teu suspiro, teu elixir, tua surpresa agradável, tua loucura desejada, fui tua conquista; te pertenci merecidamente,mesmo que tenha sido só por uma noite
...
Ironia, eu falando disso...
Há um certo tempo que não escrevo sobre as coisas que penso, que sinto, que imagino, isso, para mim, já não é mais significado de frustração, mas hoje eu senti a necessidade de escrever sobre o que tenho observado nos últimos tempos: o meu altruísmo em demasia!
EU não me sinto incomodada, nem um pouco, mas percebi que os outros ao meu redor não dão a mínima importância pra isso, não que esteja esperando algo em troca...
Alguns me julgam bruta, grosseira, vêem apenas o que querem.
Eu sei que não sou isso, não o tempo todo, ando constante, sem mudanças bruscas de comportamento, estou bem, mas ainda sinto aquela vontade de gritar, de chorar, mas é só vontade...
Talvez eu só precise de um afago...
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Felicitações, hoje é o meu dia com você!
Tão aflito meu coração permanece; calejado, desamparado, solitário... apaixonado! Apaixonante?!
‘És tão jovem...’ Sou? Para a vida? Para o amor? Para você? Não se iluda, eu sei me cuidar, aprendi com o tempo, mesmo sendo jovem demais... De ingenuidade em mim há somente as lágrimas, os afetos, as historias e os sentimentos!
‘Abra os olhos e me veja... eu ainda estou aqui!’
Belos olhos castanhos, diferentes dos olhos oblíquos que me seguiam e me guardavam há um tempo atrás, belos olhos castanhos, possuem expressão inexpressível e vendagem sublime, não sei o que pensas, nem o que sentes, podes fingir isso?!
Eu infelizmente, ou felizmente, não consigo...
Apaixonei-me por esses olhos.
Respiro fundo, busco o ar, minha garganta está seca, o coração relaxa, eu não queria isso, eu não quero parar; olho em volta e escuto “estás estranhamente diferente, expressão tristonha, coração valente!”
Viva a vida; bobagem!
Mantenho-me na mesma condição, proporciono a tal liberdade, mas não a encontro, ao invés disso me ‘aprisiono’ espontaneamente, ou não, a um amor, que nos segundos atuais (milhares) me faz bem, me traz a vida e ressuscita minha vontade de ser alguém para alguém, isso seria ser livre para amar? E os segundos finais?
Compreensão e paciência...
Características conquistadas, foi necessário, são necessárias, proporciona a subsistência! Eu entendo e espero!
Mas quem me entende quando nada falo? Alguém me espera do outro lado da rua?
Não posso cobrar o que não me foi prometido...
Eu já nem sei o que dizer. Está tudo bagunçado, minhas palavras, minhas emoções, minhas roupas, minha concepções; só sei que tenho uma razão para viver: EU. E uma verdade que trago comigo: o amor ainda existe!
Vamos existir; reconstruir, reconquistar a confiança ferida, nos reconquistar... Nem que seja só por uma noite e deixar que tudo acabe meio yeah, yeah, yeah mais uma vez!
I’ll be waiting for you...
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Preciso de uma antena nova...
Hoje acordei fora ar...
ZzZzZzZzZzZzZ
Esse era o som, o barulho emitido por meu cerebro.
Tentei me sintonizar umas trocentas vezes... o infinito, e nada deu certo...
Levantei demoradamente e fui lanchar,
A comida era sem gosto.
Depois do lanche escovei os dentes e fui olhar qualquer coisa,
As cores já não existiam em nenhum lugar,
Ah, mas eu estava sem oculos, e fui buscar,
Mesmo com as lentes de vidros eu nada via,
Uma frustração para o dia imperfeito...
Cheguei em certo lugar, sentei, olhei ao redor
E tudo para mim era desconhecido...
Você, eu e este lugar...
Eu disse a mim mesma :'preciso de uma antena nova'
Mas talvez nem isso me ajude a sintonizar novamente...
Eu sinto tanto...
sexta-feira, 11 de junho de 2010
O pensamento é fixo em você
Por hora digo que não vou mais me preocupar com você (mas relaxa, essa é a única coisa que de mim para você é da boca pra fora), e digo também que te adoro...
O dia em que eu não fui à praia...
O que sou?
Eles dizem...
Que sou amável, mas também dizem que sou cruel; dizem que sou forte, mas também ressaltam minha fraqueza; dizem que a minha total falta de interesse pelas coisas que me cercam, me faz ser interessante às pessoas que me rodeiam; ressaltam a minha aptidão a querer ser apta a ser nada; um dia me disseram que eu sou real no mundo imaginário...
Eu digo...
Que sou inerente a tudo que seja contraditório (quiçá consistindo no próprio continente super populoso das contradições), porém relevante à minha subsistência tanto no concreto quanto no mundo abstrato, pois estou sendo como não planejei; no momento estou feliz com a completa falta de interferência do mundo exterior sobre o meu modo de olhar a intensidade do brilho eterno castanho, de vendagem inexpressivamente sublime, no escuro que não assusta, relembrando os sinais tão bem desconhecidos à minha massa cefálica, que corresponde fazendo palpitar desajeitadamente o meu coração...
Digo ainda...
Que escrevo coisas estabanadamente por querer, que faço as coisas pensando incontrolavelmente em controlá-las, assim consequentemente perdendo o controle até do meu descontrole; que encaro a vida como uma criança que vai pela primeira vez à escola: com uma ansiedade indiscutível e com um medo evidente; que leio cartas virtuais e falo a mim mesma sobre coisas que nem vivi; que sou um erro maior do que os meus constantes homicídios gramaticais; que sou sensível às mudanças de temperatura; que sou sensível a um toque terno; que sou sensível a um amor de carnaval ‘polvilhado’, meio que por querer; que estou afim de aprendizados pertinentes; que hoje, mais do que nunca, acredito no bem como algo não longínquo de mim; que não sou mais sensível a um não forçado por uma situação que eu mesma provoquei, afinal, eu só poderia receber uma palavra com três letrinhas...
E penso...
Que um dia eu serei um pouco mais do que eles dizem, e ainda, do que eu mesma digo; acreditando teimosamente no impossível, sendo teimosamente um ser em constante metamorfose, podendo até ser ambulante; que um dia perderei esse meu medo de borboletas e voarei amistosamente junto delas, até podendo ser com aquelas pequenas coisinhas amarelas esvoaçantes, que escrevem milhares de letras miúdas incompreensíveis com suas asas vagabundas num domingo de chuva, no mês de julho, de um ano qualquer; que mesmo com receitas maliciosa e categoricamente manipuladas em uma botica de quinta, em um horário pré-determinado, eu, dissimuladamente, não cairei nas armadilhas ciganas de certos olhos oblíquos...
Por agora, me reservo ao direito de me manter particular numa sexta – feira chuvosa, morrendo de rir de histórias que ainda serão vivenciadas; e de felicidade tenra de beijos e abraços que estão por vir...