Reflexão

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...

domingo, 3 de novembro de 2013

Eu não deveria ter me apaixonado tão depressa.

Um tempo depois dos últimos escritos destinados à minha linda de blindagem inexpressiva que mantêm-se intacta em meu coração, hoje venho falar sobre ela, o meu amor instantâneo e curto, tão breve quanto um suspiro.
Ela que dominou meu ser em pouco menos de um mês, que me guardou e me tratou tão bem, de uma forma que eu nunca pude imaginar que seria tratada outra vez.
Ela que por si só me fez querer amá-la, de tão linda e tão altiva que é.
Ela que ousou me desejar e me fazer sentir o mesmo, que me fez destinar minha horas de sono e meus sorrisos incansáveis à sua graça, às suas paisagens e aos seus sons que sempre me encantam.
Ela que apareceu do nada e que também se foi da mesma forma, como se acende e apaga uma vela.
E mais uma vez eu fiquei aqui, sem cor, sem som, sem paisagens para olhar, sem tato para tocar e gosto a sentir.

E eu mais uma vez fiquei aqui.

domingo, 5 de maio de 2013

No meio de tudo você!

E sobre teu olhar travesso, posso dissertar por horas e horas...
Foi como deitar nas nuvens, mesmo não sabendo ao certo qual é a real sensaçãco de estar entre as nuvens, mas foi assim que meu corpo reagiu aos pensamentos que tive com você numa noite branda e longa.
Imaginei-te só para mim. Com a pele branca, macia igual ao veludo. Com olhos castanhos, mais profundos que o oceano. Ah! Como são blindados de desejo! Tua boca, petrificada no inicio, logo se dispôs a a vivenciar os infinitos beijos que eu tinha para te dar; e nossos lábios tinham o encaixe perfeito, nossos línguas tinham os movimentos perfeitos, nossos beijos os sabores perfeitos! Teus cabelos de perfume inconfundível, brilhavam mais que a luz do Sol durante o dia e, por um tempo, me cegaram.
Tuas curvas de desenho inigualável, me guiavam noite a fora, e eu conheci o sabor de cada milímetro de pele que a ti pertencia: da tua nuca ao teu peito, da tua barriga as tuas pernas. E tua respiração arfante me incitava a novas viagens demoradas por teu corpo, teus pelos, teu suor... E quando, finalmente, tua rigidez não pode mais esconder-se, eu te tive em minhas mãos, sob meu domínio, sem pressa, sem medidas, sem pudor. E te fiz sentir o quão bom era estar envolvida em meus braços, presa em meu corpo. E a vontade que ambas possuíam do corpo da outra estava totalmente desmascarada naquela hora e local. . . E no ápice da noite, no momento de puro êxtase, eu desperto e percebo que foi só um sonho... Breve sonho...

sábado, 4 de maio de 2013

Eu já escuto teus sinais....

E mais um dia acaba,
E mais uma vez as horas escoam por meus dedos,

Hoje no retorno para casa, depois de visualizar a revoada de passarinhos que faziam balé no centro da cidadela, eu tive devaneios. Imaginei primeiramente, uma cama confortável e só minha; depois imaginei que fosse sexta-feira e que no dia seguinte seria sábado e eu não precisaria acordar tão cedo; e antes de eu cochilar na viagem, pensei em você.

Lembrei de nós, dos nossos sonhos, planos, beijos e abraços. Senti falta de tudo.
Ainda sinto.

domingo, 31 de março de 2013

Caio Fernando Abreu...

“Mas acontece tipo assim: lembro do seu rosto, do seu abraço, do seu cheiro, do seu olhar, do seu beijo e começo a sorrir, é assim mesmo, automático, como se tivesse uma parte do meu cérebro que me fizesse por um instante a pessoa mais feliz do mundo, mas que só você, de algum modo, fosse capaz de ativar. Eu sei, é lindo. Mas logo em… seguida, quando penso em quão longe você está sinto-me despedaçar por inteira. Sabe a sensação de arrancar um doce de uma criança? Pois é, sou essa criança. E dói. Uma dor cujo único remédio é a sua presença. Então sigo assim, penso em você, sorrio, sofro e rezo, peço pra Deus cuidar da gente, amenizar essa dor e trazer logo a minha cura.”

quinta-feira, 14 de março de 2013

Inerente


Do desejo insano de tocar tua pele,
De beijar teus olhos,
De olhar tua boca.

Da loucura terrena de fazer planos
Mesmo sem ter a confirmação dos horários,
orçamento ou prazos.

Da vontade louca de me jogar no abismo do amor,
De novo me perco em tuas afáveis palavras,
De novo me perco no labirinto que é teu ser.

Me perco por vontade própria,
Sem medo da demora,
E sem a pressa de outrora.

Me deixo levar por tuas vontades,
Tuas necessidades e teus caprichos.

Tua vida, energia, liberdade,
A sonoridade do teu nome,
A coesão das tuas curvas,
A coerência da tua alma...

Apraz-me teus dizeres,
Teus risos, teu mistério...



quarta-feira, 13 de março de 2013

"Os cegos do castelo"

E se você puder me olhar
Se você quiser me achar
E se você trouxer o seu lar...

Eu vou cuidar
Eu cuidarei dele
Eu vou cuidar
Do seu jardim...

Eu vou cuidar
Eu cuidarei muito bem dele
Eu vou cuidar
Eu cuidarei do seu jantar
Do céu e do mar
E de você e de mim...


(NANDO REIS)

Só para manter o ritmo diário...

terça-feira, 12 de março de 2013

Mas o que é essa tal felicidade?



Sobre as indagações terrenas,
A que mais me angustia
Intimamente
É saber o que significa essa tal felicidade.

Se posso encontrá-la em qualquer lugar
Em qualquer pessoa
Em qualquer coisa.

Se eu posso conseguir expressar
De qualquer forma
Em qualquer canto
A qualquer hora.

Se eu posso inalar,
Beber
Ou simplesmente tocar.

Se é possível alcançar
E se conseguir, como hei de saber
Que ela aqui comigo está?

Mas afinal de contas
O que é de fato essa tal felicidade?


Felicidade é só questão de ser..
Quando chover, deixar molhar
Pra receber o sol quando voltar-(Marcelo Jeneci)

segunda-feira, 11 de março de 2013

Hoje, quer dizer, dia 15 de fevereiro…

Eu não pensei que ia me sentir assim de novo,
Afinal meses se passaram e nada, nem ninguem
Fora o suficientemente forte para despertar algo novo em mim:
O entusiasmo.

Tudo começou com um convite frustrado
Para um passeio a uma ilha imaginária,
Eu de fato iria te acompanhar;

Depois o meu passado presente ressurge das cinzas
De uma certa irmandade e me nocauteia pela 59ª vez,
Mas essa foi a única vez em que não doeu.

As vezes penso que ele, o meu passado, é tal como uma fênix;
Envelhecerá e aparentemente morrerá,
Logo após ressurgindo com uma vitalidade inimaginável.

Algo novo e bom ocorreu em meus dias de ser profano:
Aprendi a brincar…

O que mais gosto nas brincadeiras:
De alguma forma existe algo verdadeiro,
Mas que não é legivel.
O que mais detesto nas brincadeiras:
A grande possibilidade de tudo ser uma farsa.

Você brincou com seu olhar, com seu corpo;
Até me deu delicadamente um beliscão,
Todos os sinais estavam visiveis,
Mas você disse brincar e eu,
Distraídamente,
Entrei na dança, mas descompassei,
Sempre fui uma péssima dançarina!

Você me desejou e eu me surpreendi,
Não pude acreditar,
Ainda estou meio zonza,
Será verdade?

Não sei.
Só sei que esse foi meu primeiro amor de carnaval de verdade…

Publicado em 19 de fevereiro de 2010 por lorhenaalves

Um Vazio Repleto…


Os dias pareciam tão desertos sem você,
Sua ausência me doeu, será que me apaixonei?
Não sei ao certo, incerteza.
Mas tudo agora mudou,
O que sou hoje não pertence mais ao passado,
Sou diferente.
Mantenho-me a mesma, intacta e imprevisivelmente previsível.
Agora busco um meio termo,
Viverei.
Pode ser com você (eu quero que seja),
Pode ser com outrem ( o que eu não quero que seja),
Pode ser com ninguém, ( é possível que seja)
Viverei, mudarei, sentirei…
É incerto? Sim, mas mesmo assim eu arriscarei…


Publicado em 23 de março de 2010 por lorhenaalves

Deu TiLt…

O silêncio de um espaço que necessita disso me proporciona instantes repletos de calma,
Ouço, raramente, rabiscos indesejados, sussurros proferidos como sinônimo do cansaço;
De quando em vez escuto uma música, deve ser só imaginação,
Mas sempre escuto o ‘tec-tec’ do meu computador,
Máquinas toscas, mas necessárias.
Frieza minha, deve ser culpa do clima,
Ou deve ser culpa minha,
Modo errado de expressar os sentimentos reais.
Procuro sinais seus,
Procuro despertar a atenção através de um olhar,
Um olhar escondido por vidros desnecessários,
Cliques, suspiros, olhares, eu e você,
E de repente o pensamento trava e eu dou Tilt outra vez...


Publicado em 25 de março de 2010 por lorhenaalves

Se até os pinguins tem um par...




E quando os primeiros raios de Sol penetram por minha janela, sei que um novo dia inicia. O inicio é favorável para aqueles que aprenderam que tudo nessa vida tem um bom motivo e a hora certa para acontecer, e desfavorável aqueles seres impacientes e calejados, que tudo questionam, de tudo desconfiam, que não tem fé. Coisas boas acontecem com as pessoas boas e coisas ruins acontecem a pessoas ruins, certo? Espera-se que a Lei do Universo não seja tão taxativa assim. Todos merecem o direito a uma segunda, terceira, quarta chance. O Sol nasce para todos e todos os dias. Vejo nos raios de Sol a esperança de um dia sem chuva, de um dia mais lindo que o anterior.

A esperança é o sonho do homem acordado.
Aristóteles


Depois de anos sem escrever nada, retomo a rotina, com a mesma esperança infantil de que alguém leia. A mesma esperança que me guia durante os dias infernais na cidade, a mesma que me consola ao saber que determinados fatos são inalteráveis, que na maioria das vezes 08 é 08 e 80 é 80. A mesma esperança que mantém forte o desejo de um dia te ter comigo, bem pertinho,igual aqueles bem-casados, sem malefícios a ninguém ou explicações a dar. De te ter comigo, nem que seja por uma hora, um dia, uma noite, uma semana, um mês, um ano, uma década, ou quem sabe a vida inteira.
De ser que nem os pinguins, e mostrar que pode dar certo, se assim desejarmos.
Esperança essa que ainda me guia ao encontro de ti, mesmo que seja só para manter contato, de alguma forma, em algum horário.

Voltei a ter esperança. Sonhar acordada. Sorrir. Viver. Sentir. E me contento em só Sentir, por enquanto...



Continua no próximo episódio...