Reflexão

Reflexão
...

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Preciso de uma antena nova...


Hoje acordei fora ar...
ZzZzZzZzZzZzZ
Esse era o som, o barulho emitido por meu cerebro.
Tentei me sintonizar umas trocentas vezes... o infinito, e nada deu certo...
Levantei demoradamente e fui lanchar,
A comida era sem gosto.
Depois do lanche escovei os dentes e fui olhar qualquer coisa,
As cores já não existiam em nenhum lugar,
Ah, mas eu estava sem oculos, e fui buscar,
Mesmo com as lentes de vidros eu nada via,
Uma frustração para o dia imperfeito...
Cheguei em certo lugar, sentei, olhei ao redor
E tudo para mim era desconhecido...
Você, eu e este lugar...
Eu disse a mim mesma :'preciso de uma antena nova'
Mas talvez nem isso me ajude a sintonizar novamente...
Eu sinto tanto...

sexta-feira, 11 de junho de 2010

O pensamento é fixo em você

Estou com medo de que isso que eu sinto por você seja mais que mero desejo carnal. Estou com medo de estar apaixonada e não ser correspondida, não quero me machucar de novo. Não quero que penses que com isso eu esteja dizendo que não mereces o que eu sinto por você, pelo contrário. Nos últimos tempos tenho substituído as saudades por esperanças, você me ajudou nisso. Mas o medo diz respeito a criação, minha, é claro, de expectativas em demasia, és tão mais do que eu podia imaginar. Cada dia é mais fácil, me lembro que durante o luar sorridente, onde as estrelas eram cadentes ou mesmo naquele dia de chuva ardente eu tive você. Cada dia torna-se mais difícil, pois eu não sei seu eu vou te ver quando amanhecer. Eu busco reverter as situações a nosso favor; você cria estratégias tão facilmente para que tudo esteja a nosso favor, e então, nos entendemos no nosso universo particular. O silêncio, não sei se feliz ou infelizmente, fala por nós. Os nossos olhares, bem como nossas mãos e cada parte dos nossos corpos, se encontram e tentam nos explicar os motivos. Não há explicação. Mas os meus motivos são verdadeiros, acredite. E ao fim de tudo você me indaga ‘O que te irrita?’, e eu externo aos poucos: além do seu jeito ‘porra louca inconsequente’ de beber a vida num gole só? O meu passado jogando pedrinhas na sua janela, isso me irrita e magoa...
Por hora digo que não vou mais me preocupar com você (mas relaxa, essa é a única coisa que de mim para você é da boca pra fora), e digo também que te adoro...

O dia em que eu não fui à praia...

O que sou?

Eles dizem...

Que sou amável, mas também dizem que sou cruel; dizem que sou forte, mas também ressaltam minha fraqueza; dizem que a minha total falta de interesse pelas coisas que me cercam, me faz ser interessante às pessoas que me rodeiam; ressaltam a minha aptidão a querer ser apta a ser nada; um dia me disseram que eu sou real no mundo imaginário...

Eu digo...

Que sou inerente a tudo que seja contraditório (quiçá consistindo no próprio continente super populoso das contradições), porém relevante à minha subsistência tanto no concreto quanto no mundo abstrato, pois estou sendo como não planejei; no momento estou feliz com a completa falta de interferência do mundo exterior sobre o meu modo de olhar a intensidade do brilho eterno castanho, de vendagem inexpressivamente sublime, no escuro que não assusta, relembrando os sinais tão bem desconhecidos à minha massa cefálica, que corresponde fazendo palpitar desajeitadamente o meu coração...

Digo ainda...

Que escrevo coisas estabanadamente por querer, que faço as coisas pensando incontrolavelmente em controlá-las, assim consequentemente perdendo o controle até do meu descontrole; que encaro a vida como uma criança que vai pela primeira vez à escola: com uma ansiedade indiscutível e com um medo evidente; que leio cartas virtuais e falo a mim mesma sobre coisas que nem vivi; que sou um erro maior do que os meus constantes homicídios gramaticais; que sou sensível às mudanças de temperatura; que sou sensível a um toque terno; que sou sensível a um amor de carnaval ‘polvilhado’, meio que por querer; que estou afim de aprendizados pertinentes; que hoje, mais do que nunca, acredito no bem como algo não longínquo de mim; que não sou mais sensível a um não forçado por uma situação que eu mesma provoquei, afinal, eu só poderia receber uma palavra com três letrinhas...

E penso...

Que um dia eu serei um pouco mais do que eles dizem, e ainda, do que eu mesma digo; acreditando teimosamente no impossível, sendo teimosamente um ser em constante metamorfose, podendo até ser ambulante; que um dia perderei esse meu medo de borboletas e voarei amistosamente junto delas, até podendo ser com aquelas pequenas coisinhas amarelas esvoaçantes, que escrevem milhares de letras miúdas incompreensíveis com suas asas vagabundas num domingo de chuva, no mês de julho, de um ano qualquer; que mesmo com receitas maliciosa e categoricamente manipuladas em uma botica de quinta, em um horário pré-determinado, eu, dissimuladamente, não cairei nas armadilhas ciganas de certos olhos oblíquos...

Por agora, me reservo ao direito de me manter particular numa sexta – feira chuvosa, morrendo de rir de histórias que ainda serão vivenciadas; e de felicidade tenra de beijos e abraços que estão por vir...