Escuridão e silencio...
Tão aflito meu coração permanece; calejado, desamparado, solitário... apaixonado! Apaixonante?!
‘És tão jovem...’ Sou? Para a vida? Para o amor? Para você? Não se iluda, eu sei me cuidar, aprendi com o tempo, mesmo sendo jovem demais... De ingenuidade em mim há somente as lágrimas, os afetos, as historias e os sentimentos!
‘Abra os olhos e me veja... eu ainda estou aqui!’
Belos olhos castanhos, diferentes dos olhos oblíquos que me seguiam e me guardavam há um tempo atrás, belos olhos castanhos, possuem expressão inexpressível e vendagem sublime, não sei o que pensas, nem o que sentes, podes fingir isso?!
Eu infelizmente, ou felizmente, não consigo...
Apaixonei-me por esses olhos.
Respiro fundo, busco o ar, minha garganta está seca, o coração relaxa, eu não queria isso, eu não quero parar; olho em volta e escuto “estás estranhamente diferente, expressão tristonha, coração valente!”
Viva a vida; bobagem!
Mantenho-me na mesma condição, proporciono a tal liberdade, mas não a encontro, ao invés disso me ‘aprisiono’ espontaneamente, ou não, a um amor, que nos segundos atuais (milhares) me faz bem, me traz a vida e ressuscita minha vontade de ser alguém para alguém, isso seria ser livre para amar? E os segundos finais?
Compreensão e paciência...
Características conquistadas, foi necessário, são necessárias, proporciona a subsistência! Eu entendo e espero!
Mas quem me entende quando nada falo? Alguém me espera do outro lado da rua?
Não posso cobrar o que não me foi prometido...
Eu já nem sei o que dizer. Está tudo bagunçado, minhas palavras, minhas emoções, minhas roupas, minha concepções; só sei que tenho uma razão para viver: EU. E uma verdade que trago comigo: o amor ainda existe!
Vamos existir; reconstruir, reconquistar a confiança ferida, nos reconquistar... Nem que seja só por uma noite e deixar que tudo acabe meio yeah, yeah, yeah mais uma vez!
I’ll be waiting for you...