Um tempo depois dos últimos escritos destinados à minha linda de blindagem inexpressiva que mantêm-se intacta em meu coração, hoje venho falar sobre ela, o meu amor instantâneo e curto, tão breve quanto um suspiro.
Ela que dominou meu ser em pouco menos de um mês, que me guardou e me tratou tão bem, de uma forma que eu nunca pude imaginar que seria tratada outra vez.
Ela que por si só me fez querer amá-la, de tão linda e tão altiva que é.
Ela que ousou me desejar e me fazer sentir o mesmo, que me fez destinar minha horas de sono e meus sorrisos incansáveis à sua graça, às suas paisagens e aos seus sons que sempre me encantam.
Ela que apareceu do nada e que também se foi da mesma forma, como se acende e apaga uma vela.
E mais uma vez eu fiquei aqui, sem cor, sem som, sem paisagens para olhar, sem tato para tocar e gosto a sentir.
E eu mais uma vez fiquei aqui.