Estou com medo de que isso que eu sinto por você seja mais que mero desejo carnal. Estou com medo de estar apaixonada e não ser correspondida, não quero me machucar de novo. Não quero que penses que com isso eu esteja dizendo que não mereces o que eu sinto por você, pelo contrário. Nos últimos tempos tenho substituído as saudades por esperanças, você me ajudou nisso. Mas o medo diz respeito a criação, minha, é claro, de expectativas em demasia, és tão mais do que eu podia imaginar. Cada dia é mais fácil, me lembro que durante o luar sorridente, onde as estrelas eram cadentes ou mesmo naquele dia de chuva ardente eu tive você. Cada dia torna-se mais difícil, pois eu não sei seu eu vou te ver quando amanhecer. Eu busco reverter as situações a nosso favor; você cria estratégias tão facilmente para que tudo esteja a nosso favor, e então, nos entendemos no nosso universo particular. O silêncio, não sei se feliz ou infelizmente, fala por nós. Os nossos olhares, bem como nossas mãos e cada parte dos nossos corpos, se encontram e tentam nos explicar os motivos. Não há explicação. Mas os meus motivos são verdadeiros, acredite. E ao fim de tudo você me indaga ‘O que te irrita?’, e eu externo aos poucos: além do seu jeito ‘porra louca inconsequente’ de beber a vida num gole só? O meu passado jogando pedrinhas na sua janela, isso me irrita e magoa...
Por hora digo que não vou mais me preocupar com você (mas relaxa, essa é a única coisa que de mim para você é da boca pra fora), e digo também que te adoro...
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