Reflexão

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sexta-feira, 11 de junho de 2010

O dia em que eu não fui à praia...

O que sou?

Eles dizem...

Que sou amável, mas também dizem que sou cruel; dizem que sou forte, mas também ressaltam minha fraqueza; dizem que a minha total falta de interesse pelas coisas que me cercam, me faz ser interessante às pessoas que me rodeiam; ressaltam a minha aptidão a querer ser apta a ser nada; um dia me disseram que eu sou real no mundo imaginário...

Eu digo...

Que sou inerente a tudo que seja contraditório (quiçá consistindo no próprio continente super populoso das contradições), porém relevante à minha subsistência tanto no concreto quanto no mundo abstrato, pois estou sendo como não planejei; no momento estou feliz com a completa falta de interferência do mundo exterior sobre o meu modo de olhar a intensidade do brilho eterno castanho, de vendagem inexpressivamente sublime, no escuro que não assusta, relembrando os sinais tão bem desconhecidos à minha massa cefálica, que corresponde fazendo palpitar desajeitadamente o meu coração...

Digo ainda...

Que escrevo coisas estabanadamente por querer, que faço as coisas pensando incontrolavelmente em controlá-las, assim consequentemente perdendo o controle até do meu descontrole; que encaro a vida como uma criança que vai pela primeira vez à escola: com uma ansiedade indiscutível e com um medo evidente; que leio cartas virtuais e falo a mim mesma sobre coisas que nem vivi; que sou um erro maior do que os meus constantes homicídios gramaticais; que sou sensível às mudanças de temperatura; que sou sensível a um toque terno; que sou sensível a um amor de carnaval ‘polvilhado’, meio que por querer; que estou afim de aprendizados pertinentes; que hoje, mais do que nunca, acredito no bem como algo não longínquo de mim; que não sou mais sensível a um não forçado por uma situação que eu mesma provoquei, afinal, eu só poderia receber uma palavra com três letrinhas...

E penso...

Que um dia eu serei um pouco mais do que eles dizem, e ainda, do que eu mesma digo; acreditando teimosamente no impossível, sendo teimosamente um ser em constante metamorfose, podendo até ser ambulante; que um dia perderei esse meu medo de borboletas e voarei amistosamente junto delas, até podendo ser com aquelas pequenas coisinhas amarelas esvoaçantes, que escrevem milhares de letras miúdas incompreensíveis com suas asas vagabundas num domingo de chuva, no mês de julho, de um ano qualquer; que mesmo com receitas maliciosa e categoricamente manipuladas em uma botica de quinta, em um horário pré-determinado, eu, dissimuladamente, não cairei nas armadilhas ciganas de certos olhos oblíquos...

Por agora, me reservo ao direito de me manter particular numa sexta – feira chuvosa, morrendo de rir de histórias que ainda serão vivenciadas; e de felicidade tenra de beijos e abraços que estão por vir...

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