E sobre teu olhar travesso, posso dissertar por horas e horas...
Foi como deitar nas nuvens, mesmo não sabendo ao certo qual é a real sensaçãco de estar entre as nuvens, mas foi assim que meu corpo reagiu aos pensamentos que tive com você numa noite branda e longa.
Imaginei-te só para mim. Com a pele branca, macia igual ao veludo. Com olhos castanhos, mais profundos que o oceano. Ah! Como são blindados de desejo! Tua boca, petrificada no inicio, logo se dispôs a a vivenciar os infinitos beijos que eu tinha para te dar; e nossos lábios tinham o encaixe perfeito, nossos línguas tinham os movimentos perfeitos, nossos beijos os sabores perfeitos! Teus cabelos de perfume inconfundível, brilhavam mais que a luz do Sol durante o dia e, por um tempo, me cegaram.
Tuas curvas de desenho inigualável, me guiavam noite a fora, e eu conheci o sabor de cada milímetro de pele que a ti pertencia: da tua nuca ao teu peito, da tua barriga as tuas pernas. E tua respiração arfante me incitava a novas viagens demoradas por teu corpo, teus pelos, teu suor... E quando, finalmente, tua rigidez não pode mais esconder-se, eu te tive em minhas mãos, sob meu domínio, sem pressa, sem medidas, sem pudor. E te fiz sentir o quão bom era estar envolvida em meus braços, presa em meu corpo. E a vontade que ambas possuíam do corpo da outra estava totalmente desmascarada naquela hora e local. . . E no ápice da noite, no momento de puro êxtase, eu desperto e percebo que foi só um sonho... Breve sonho...
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