[...]
- Isso queima. - murmurou a grande.
- Isso mesmo!! Aquece, acalenta a alma, transborda o ser, para mim é assim. - exaltou a pequena.
- Sim, mas queima, podendo machucar se não houver controle. O descontrole me assusta.
- Nem tudo é passível de controle. Se nem nossas respirações são voluntárias quem dirá os nossos sentimentos. Vê? Estou impregnada em teu corpo, em teus pensamentos, não há mais volta. Sentes? Meu pulsar acelera quando te vejo; meus lábios suplicam por teu beijo. Queres a mim? Exposta e desajeitada da forma que sou? Talvez eu seja tudo o que você repugna e você seja nada que eu sonhei, mas agora somos tudo o que queremos reciprocamente. Um experimento fora de controle. - em risos, a pequena soltou essa última frase.
- Veja bem amor, estou apenas verificando hipóteses cabíveis pro rumo dessa história, da nossa história. Visualize: eu, medrosa e controladora do jeito que sou, acabo por me entregar em definitivo ao sentimento mais lindo que vi e ...
A pequena promove o silêncio em definitivo no ambiente com um beijo demorado na grande.
- Você pode controlar o que ia acontecer?
- Não. - respondeu a grande.
- Você teve medo de mim? Do meu beijo?
- Não. Não mesmo. Ao invés de medo eu sinto a maior vontade de permanecer em seus braços pelo tempo que me for cedido.
- Então, por quê você complica tanto?
A pequena encerrou aquela conversa franzindo a testa e a grande, para desfazer aquele aborrecimento fingido, beijou-lhe justamente aonde existia aquele franzir. E a tarde preguiçosa seguiu carregada de novos sentimentos intensos, serenos e coloridos...
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