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3 meses se passaram desde a ultima vez que escrevi algo que realmente valesse a pena de ser lido, algo tocante, algo sincero. Eu não senti falta de escrever, principalmente pelo motivo de não haver nenhum motivo para escrever algo, eu havia sido corrompida por um sentimento inexplicável: o vazio. Diferentemente das outras vezes, eu fiquei bem. Aparentei tranquilidade enquanto meu coração sangrava e minha alma fugia para te proteger do mal, que há pouco descoberto, por mim não fora provocado. Quantas vezes eu pensei em escrever algo para você, meu olhar de blindagem inexpressiva, que agora está confuso, perdido, solitário. Quantas vezes eu me julguei por ter te julgado de forma sincera. Quantas vezes eu te olhei e através de sinais tão minúsculos e reais eu te dizia ‘eu ainda penso e gosto de você, de verdade’ e infinitas foram as vezes que eu pensei que minhas sensíveis e sinceras atitudes não eram merecedoras de você, e ainda penso assim. Existiram tantas coisas que não foram ditas nas entrelinhas, nas minhas e nas suas, e disso eu sei,nós demos o mínimo possível do amor que realmente existia (existe?) entre nós; valorizamos muito mais o que não tinha valor algum, tal como saber quem machucava quem com atitudes vis e sem sentido. Eu perdi a disputa. E agora, depois da derrota, exponho as minhas entrelinhas. Eu deveria ter dito que achava tocante e maravilhoso o jeito que você me agradava quando um imenso sorriso seu me recebia na nossa carruagem; que todos as horas que eu passava contigo eram poucas para saciar a minha vontade de ter por perto, de receber teus carinhos e olhares; te dizer que você fazia parte de mim agora e sempre; que te olhar passar, mesmo que a metros de distancia e sem meus ‘olhos de vidro’, me fazia sentir viva, pelo simples fato de te ter ao meu lado; que uma imensa paixão por você penetrava a cada dia que passava e que ela se instaurou de forma tão violenta e divina em meu peito que eu já não sabia como seriam os meus dias sem saber que de alguma forma eu era correspondida, por você; e que eu desejaria todo dia a mesma mulher, só por você; que no dia em que percebi que tudo havia acabado entre nós, eu senti uma dor tão imensa, como se eu tivesse parado de funcionar, de respirar. Eu evitei as lágrimas por dias, por semanas, por um mês... E que apesar de ter passado por tudo isso eu fiquei bem, bem sem você, só ainda me pergunto se me enganei ou só sobrevivi durante esses meses... ainda não sei. Essas são as minhas entrelinhas, agora eu me sinto despida, nua por ter exposto tantos detalhes... Agora eu me sinto tão transparente, livre e bem por isso... E eu vou indo, continuo tranquila e bem, isso me basta ! (?)
Reflexão
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sábado, 22 de janeiro de 2011
Nua
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3 meses se passaram desde a ultima vez que escrevi algo que realmente valesse a pena de ser lido, algo tocante, algo sincero. Eu não senti falta de escrever, principalmente pelo motivo de não haver nenhum motivo para escrever algo, eu havia sido corrompida por um sentimento inexplicável: o vazio. Diferentemente das outras vezes, eu fiquei bem. Aparentei tranquilidade enquanto meu coração sangrava e minha alma fugia para te proteger do mal, que há pouco descoberto, por mim não fora provocado. Quantas vezes eu pensei em escrever algo para você, meu olhar de blindagem inexpressiva, que agora está confuso, perdido, solitário. Quantas vezes eu me julguei por ter te julgado de forma sincera. Quantas vezes eu te olhei e através de sinais tão minúsculos e reais eu te dizia ‘eu ainda penso e gosto de você, de verdade’ e infinitas foram as vezes que eu pensei que minhas sensíveis e sinceras atitudes não eram merecedoras de você, e ainda penso assim. Existiram tantas coisas que não foram ditas nas entrelinhas, nas minhas e nas suas, e disso eu sei,nós demos o mínimo possível do amor que realmente existia (existe?) entre nós; valorizamos muito mais o que não tinha valor algum, tal como saber quem machucava quem com atitudes vis e sem sentido. Eu perdi a disputa. E agora, depois da derrota, exponho as minhas entrelinhas. Eu deveria ter dito que achava tocante e maravilhoso o jeito que você me agradava quando um imenso sorriso seu me recebia na nossa carruagem; que todos as horas que eu passava contigo eram poucas para saciar a minha vontade de ter por perto, de receber teus carinhos e olhares; te dizer que você fazia parte de mim agora e sempre; que te olhar passar, mesmo que a metros de distancia e sem meus ‘olhos de vidro’, me fazia sentir viva, pelo simples fato de te ter ao meu lado; que uma imensa paixão por você penetrava a cada dia que passava e que ela se instaurou de forma tão violenta e divina em meu peito que eu já não sabia como seriam os meus dias sem saber que de alguma forma eu era correspondida, por você; e que eu desejaria todo dia a mesma mulher, só por você; que no dia em que percebi que tudo havia acabado entre nós, eu senti uma dor tão imensa, como se eu tivesse parado de funcionar, de respirar. Eu evitei as lágrimas por dias, por semanas, por um mês... E que apesar de ter passado por tudo isso eu fiquei bem, bem sem você, só ainda me pergunto se me enganei ou só sobrevivi durante esses meses... ainda não sei. Essas são as minhas entrelinhas, agora eu me sinto despida, nua por ter exposto tantos detalhes... Agora eu me sinto tão transparente, livre e bem por isso... E eu vou indo, continuo tranquila e bem, isso me basta ! (?)
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